Multados por chamar Lula da Silva de Satanista

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) multou parlamentares bolsonaristas, por associarem o então candidato a presidente Lula da Silva (PT) ao satanismo. A multa foi de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) para cada um deles, aplicada nesta quinta-feira (23/05/2024). Foram multados os deputados federais Carla Zambelli (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO) e os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Cleiton Gontijo de Azevedo, o Cleitinho (Republicanos-MG).

BRASIL

Manoel Oliveira

5/24/20242 min ler

Lula da Sulva e satanismo
Lula da Sulva e satanismo

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) continua em sua saga persecutória contra os conservadores. Desta feita, multou parlamentares bolsonaristas, por associarem o então candidato a presidente Lula da Silva (PT) ao satanismo. A multa foi de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) para cada um deles, aplicada nesta quinta-feira (23/05/2024).

Foram multados os deputados federais Carla Zambelli (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO) e os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Cleiton Gontijo de Azevedo, o Cleitinho (Republicanos-MG).

O YouTuber Bernardo Küster e o músico Roger Moreira, do grupo “Ultraje a Rigor”, também foram condenados ao pagamento da multa, que deverá ser quitada individualmente.

O TSE considerou, que o grupo promoveu divulgação de propaganda eleitoral negativa contra Lula da Silva, na campanha para as eleições presidenciais de 2022. Eles foram acusados de associar Lula da Silva ao satanismo, logo após o primeiro turno das eleições, através de notícias falsas (sempre elas) divulgadas em suas redes sociais.

O relator, ministro Raul Araújo, havia votado pela improcedência do pedido em relação a alguns dos acusados, mas determinou multa de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) aos parlamentares. Contudo, o ministro Floriano de Azevedo Marques, abriu divergência, entendendo que aqueles que compartilharam o vídeo e fizeram comentários, também tiveram culpa grave. Ele foi seguido pela maioria dos ministros.

O plenário determinou, ainda, que todos os envolvidos não promovam novas manifestações sobre os mesmos fatos, sob pena de multa de R$ 30.000,00 (trinta mil reais), por reiteração da conduta.

A ação foi movida pela coligação Brasil da Esperança, uma aliança política formada pelos partidos de esquerda PT, PV, PCdoB, PSOL, REDE, PSB, Solidariedade, Avante, Pros e Agir, que acusava os parlamentares de compartilhar vídeos gravados por um usuário do TikTok, que se apresentava como satanista.

O indivíduo em questão, supostamente adepto de Satã, tem milhares de seguidores na plataforma chinesa e deu uma declaração de apoio a Lula da Silva, para vincular a sua imagem à do então candidato.

Segundo a coligação, ao veicular a mensagem, os parlamentares e os demais acusados tinham como meta associar Lula da Silva, a "toda ideia de maldade" (sic), em um pleito marcado pelo envolvimento de pautas religiosas no debate político-eleitoral.